 |
 |
Analisando
as
Diferenças
Segundo
o
“Pequeno
Dicionário
da
Língua
Portuguesa
–
Celso
Pedro
Luft”:
diferente
–
que
difere,
dissemelhante,
desigual,
diverso,
vário,
alterado,
mudado,
incomum,
invulgar,
especial.
Quando
paramos
para
analisar
a
definição
da
palavra
“diferente”
percebemos
que
todos
somos
diferentes.
Afinal,
é
isso
que
nos
aproxima
ou
nos
afasta
de
determinadas
pessoas,
é
o
jeito
de
andar,
de
ser,
nossas
preferências,
que
faz
com
que
simpatizemos
ou
não
com
alguém.
Cada
pessoa
possui
a
sua
individualidade,
sua
personalidade
que
caracteriza
as
suas
aptidões
e
suas
dificuldades.
Porque
é
tão
difícil
encararmos
essas
diferenças
sem
criar
estigmas:
–
Aquele
é
gordo,
os
gordinhos
são
sempre
simpáticos...
o
outro
é
baixo,
todo
baixinho
é
bravo...e
aquele
que
não
anda
e
nem
fala
como
nós,
será
que
por
isso
também
não
pensa?
Não
tem
sentimentos
e
ambições
iguais
às
dos
outros,
seus
desejos
e
sonhos
são
inexistentes?
Será
que
ele
não
se
magoa
quando
sua
diferença
é
ressaltada
e
se
sente
excluído?
Quando
falamos
em
Inclusão,
não
estamos
falando
só
da
inclusão
em
sala
de
aula,
estamos
falando
de
inclusão
social,
estamos
falando
de
mudanças
sociais.
A
deficiência
não
é
privilégio
só
das
pessoas
portadoras
de
necessidades
especiais,
ela
é
de
toda
uma
sociedade,
e
todos
nós
precisamos
vencer
as
nossas
deficiências,
aceitando
as
nossas
diferenças,
oferecendo
oportunidades
iguais
para
todos.
Nós
educadores
que
contribuímos
para
a
formação
do
indivíduo
de
amanhã,
temos
que
nos
conscientizar
que
participando
desse
processo
beneficiamos
a
todos
os
nossos
alunos,
pois
oportunizamos
a
possibilidade
de
aprenderem
a
ver
o
outro
sem
limitá-lo.
Em
São
Carlos
isso
já
vem
acontecendo,
como
nos
relata
ELIZABETH
DA
SILVA
FELIX,
Pedagoga
no
Ensino
do
Deficiente
Mental
e
Especialista
no
Atendimento
da
Criança
PC
–
Membro
da
Associação
dos
Deficientes
de
São
Carlos
–
ADESC,
que
esteve
em
Franca,
na
Semana
da
Educação,
para
pessoalmente
nos
passar
sobre
o
seu
trabalho,
realizado
em
São
Carlos.
Através
do
depoimento
do
secretário
da
CAMINHAR,
MARCELO
PINHEIRO
M.
DE
ANDRADE,
um
jovem
estudante,
podemos
perceber
que
está
sendo
muito
rico
para
ele,
pela
primeira
vez
em
seus
18
anos,
conhecer
e
conviver
com
essas
pessoas.
Mas
isso
nos
levanta
uma
dúvida:
onde
eles
estavam
que
demorou
tanto
para
que
esse
rapaz
pudesse
viver
essa
experiência?
Afinal,
estamos
falando
de
um
universo
de
30.000
pessoas
portadoras
de
paralisia
cerebral
nascendo
ao
ano.
Para
YURI
PINHEIRO,
FÁTIMA
PINHEIRO
e
MÁRCIA
MARIA
MELO
PEREIRA
esta
inclusão
não
é
só
um
modismo,
é
uma
necessidade
de
melhorar
a
sua
própria
qualidade
de
vida,
e
de
melhorar
o
convívio
com
suas
próprias
diferenças.
Temos
também
a
oportunidade
de
ler
uma
reportagem
realizada
em
1998
com
PIERRE
BENAYCH,
especialista
francês,
que
durante
15
anos
dirigiu
a
comissão
departamental
de
inclusão
do
Val-du-Marne,
e
que
nos
deixa
muito
otimistas,
pois
se
hoje
eles
já
estão
mais
avançados
nesse
processo,
há
25
anos
eles
começaram
como
nós,
com
os
mesmos
receios
e
dificuldades;
o
importante
foi
a
persistência
na
manutenção
dos
direitos
de
todos.
No
encarte
especial
que
vem
acompanhando
este
jornal
mostramos
um
pouco
do
I
ENCONTRO
DE
PROFISSIONAIS
MUNICIPAIS
DA
EDUCAÇÃO:
“A
INCLUSÃO
DA
PESSOA
PORTADORA
DE
PARALISIA
CEREBRAL”.
Este
encontro
veio
acontecer
após
o
convênio
firmado
entre
CAMINHAR
e
a
Prefeitura
Municipal
de
Franca,
e
do
grande
apoio
recebido
da
Secretária
da
Educação
Mariana
Coelho
Rosa
e
seus
acessores.
Foi
um
encontro
muito
importante
e
gratificante.
Importante
porque
nos
foi
possível,
não
só
apresentar
o
“Projeto
Inclusão”,
que
visa
o
acompanhamento
e
treinamento
dos
profissionais
da
educação
para
a
efetiva
inclusão
do
portador
de
paralisia
cerebral
na
rede
municipal
de
ensino,
como
sensibilizar
os
profissionais
da
importância
da
quebra
de
preconceitos
e
que
isso
só
acontecerá
quando
o
“diferente”
fizer
parte
do
cotidiano
de
todos
nós.
E
gratificante
porque
conhecemos
profissionais
dispostos
e
bastante
conscientes
da
necessidade
de
serem
preparados
para
esse
passo,
o
que
com
certeza
estará
ocorrendo
a
partir
deste
mês
de
setembro.
Este
é
apenas
o
começo
de
um
processo
que
todos
nós
devemos
fazer
parte.
Venha
caminhar
conosco
nesta
jornada,
pois
juntos
iremos
construir
essa
nova
realidade
social.
Ana
Estela
Fernandes
Checchia
Psicopedagoga
|
| INCLUSÃO
DA
CRIANÇA
PC
NO
ENSINO
FUNDAMENTAL
DE
SÃO
CARLOS |
Escolas
inclusivas,
integradas
ou
integradoras...enfim,
são
apenas
nomes
diferentes.
Isso
significa
que
devemos
nos
responsabilizar
e
lutar
pela
permanência
da
criança
com
necessidades
educativas
especiais
no
ensino
comum.
Ao
abordar
o
tema
da
inclusão
escolar,
minhas
reflexões
conduziram-me
a
resgatar
o
sinônimo
para
tal
expressão:
“viver
e
estar
entre
os
homens”.
Sendo
assim,
inclusão
é
processo
essencial
à
vida
humana
e
à
vida
em
sociedade.
Levando
em
consideração
os
aspectos
da
inclusão,
a
Associação
dos
Deficientes
de
São
Carlos
–
ADESC,
junto
com
seus
membros
portadores
de
deficiência
física
conhecedores
da
Resolução
da
Secretaria
de
Educação
de
03/05/2000,
publicada
no
Diário
Oficial
do
Estado
de
04/05/2000,
concretiza
com
a
Secretaria
Municipal
de
Educação
da
cidade,
a
inclusão
da
criança
portadora
de
paralisia
cerebral
(PC).
A
ADESC-
São
Carlos,
conta
com
um
trabalho
voluntário
de
uma
pedagoga
especializada
no
atendimento
educacional
da
criança
com
paralisia
cerebral.
Haja
vista
que
na
Res.
SE
de
maio/2000
coloca
em
seu
artigo
3º,
parágrafo
3º
que
o
trabalho
pedagógico
contínuo
deverá
contar
com
um
professor
especialista.
Devemos
lembrar
que
a
criança
com
PC
tem
toda
uma
variedade
de
dificuldades
envolvendo
a
movimentação,
a
coordenação
e,
às
vezes,
a
fala.
Geralmente,
elas
são
incluídas,
para
fins
educacionais,
entre
as
pessoas
que
apresentam
dificuldades
físicas,
dada
a
natureza
do
grau
e
comprometimento
motor
na
lesão
cerebral.
No
momento,
a
prioridade
é
caracterizar
para
os
professores
do
município
a
criança
PC.
Esta
demonstração
está
sendo
feita
no
horário
de
HTP’s.
Matriculamos
duas
crianças.
Os
esforços
das
professoras
e
de
toda
comunidade
escolar
está
sendo
muito
positivo
e
produtivo.
Acreditamos
que
a
educação
é
ainda
possível.
É
na
escola
que
a
inclusão
se
inicia.
Com
uma
ação
educativa
podemos
garantir
a
igualdade
de
oportunidades
e
a
troca
de
diferenças.
Aqui
em
São
Carlos
acreditamos
muito
no
desempenho
da
pessoa
com
necessidades
educativas
especiais.
Com
certeza,
a
criança
PC
representa
o
futuro
de
uma
ação
educativa
mais
justa
e
igualitária
para
quem
é
portador
de
uma
deficiência
física.
ELIZABETH
DA
SILVA
FELIX
Pedagoga
No
Ensino
do
Deficiente
Mental
e
Especialista
no
Atendimento
da
Criança
PC
–
Membro
da
Associação
dos
Deficientes
de
São
Carlos
–
ADESC.
|
 |
|
|
 |
|
Conviver
com
uma
paralisia
cerebral
no
início
de
minha
vida
escolar
foi
bastante
difícil.
Enfrentei
muita
falta
de
respeito
por
parte
das
pessoas
(mães
de
alunos),
por
isto
eu
chorava
muito
e
queria
que
minha
mãe
ficasse
comigo
na
classe
para
que
eu
me
sentisse
segura;
isto
ocorreu
durante
dois
anos.
Em
1985
entrei
no
colégio
“Jesus
Maria
José”,
onde
estudei
durante
nove
anos
e,
devido
a
problemas
com
uma
professora
(discriminação)
deixei
o
colégio
em
maio
de
1993.
No
ano
seguinte,
comecei
a
fazer
a
sétima
série
na
escola
“Professor
Otávio
Martins
de
Souza”
onde
estudei
até
terminar
a
terceira
série
do
segundo
grau
em
1998.
Hoje
não
mais
estudo,
estou
dedicando-me
ao
artesanato,
confeccionando
tapetes
de
barbante.
Quem
se
interessar
em
conhecer
meus
artesanatos,
ligue
(0XX16)
3723-7610
ou
procure-me
na
Caminhar.
Um
abraço.
MÁRCIA
MARIA
MELO
PEREIRA.
|
Especialista
francês
discute
inclusão
escolar
no
Brasil
Na
França,
adoção
de
medida
foi
acompanhada
de
programas
de
formação
de
docentes
A
determinação
de
incluir
os
deficientes
físicos
e
mentais
nas
escolas
regulares
-
movimento
pelo
qual
passa
a
educação
especial
no
Brasil
-
já
era
lei
na
França
em
1975.
Mas
lá,
como
aqui,
os
primeiros
anos
de
prática
de
inclusão
foram
cheios
de
incertezas
e
desculpas.
Para
acabar
com
os
obstáculos
criados
pela
falta
de
informação,
o
governo
francês
instituiu
comissões
departamentais,
com
a
missão
de
ajustar
a
formação
dos
professores.
Hoje,
a
grande
maioria
dos
deficientes
franceses
freqüenta
a
escola
maternal
(até
6
anos)
e
segue
os
cursos
elementar
(6
a
11
anos)
e
colegial
(11
a
17
anos)
até
onde
for
possível.
E
os
limites
estão
sendo
quebrados
a
cada
ano.
"Quase
100%
dos
portadores
de
síndrome
de
Down,
por
exemplo,
estão
na
escola
maternal
e
cerca
de
73%
deles
freqüentam
o
curso
elementar,
após
o
qual
seguem
para
os
profissionalizantes",
conta
Pierre
Benaych,
que
durante
15
anos
dirigiu
a
comissão
departamental
de
inclusão
do
Val-du-Marne
(região
de
Paris)
e
os
cursos
suplementares
de
formação
de
professores.
A
síndrome
de
Down
é
uma
deficiência
genética
e
está
entre
as
causas
mais
comuns
de
atraso
mental.
O
especialista
francês
está
no
Brasil
para
uma
série
de
palestras
e
encontros
com
profissionais
da
área
de
educação
e
de
instituições
de
assistência
aos
deficientes.
"No
início
houve
muita
resistência
do
setor
educativo
e
a
desculpa
mais
freqüente
era
a
falta
de
preparo
dos
professores",
diz
Benaych.
"Também
era
freqüente
o
temor
dos
pais
de
crianças
normais,
de
que
as
deficiências
fossem
contagiosas
ou
pudessem
prejudicar
o
rendimento
escolar
de
seus
filhos."
Aos
poucos,
as
resistências
e
os
temores
foram
vencidos.
"Isso
foi
importante,
porque
nosso
objetivo
não
era
apenas
a
inclusão
escolar,
mas
a
inclusão
social",
afirmou
Benaych.
"A
inclusão
dos
deficientes
é
uma
questão
humanista,
de
cidadania",
observa
Benaych.
por:
Liana
John
-
"publicado
no
jornal
O
Estado
de
S.
Paulo
em
11/04/98"
Somos
todos
iguais
Um
menino
pergunta
o
preço
dos
filhotes.
"Entre
30
e
50
dólares",
respondeu
o
dono
da
loja.
O
menino
puxou
uns
trocados
do
bolso
e
disse:
"Eu
só
tenho
2,37
dólares,
mas
eu
posso
ver
os
filhotes?"
O
dono
da
loja
sorriu
e
chamou
Lady,
que
veio
correndo,
seguida
de
cinco
bolinhas
de
pêlo.
Um
dos
cachorrinhos
vinha
mais
atrás,
mancando
de
forma
visível.
Imediatamente
o
menino
apontou
aquele
cachorrinho
e
perguntou:
"O
que
é
que
há
com
ele?"
O
dono
da
loja
explicou
que
o
veterinário
tinha
examinado
e
descoberto
que
ele
tinha
um
problema
na
junta
do
quadril,
sempre
mancaria
e
andaria
devagar.
O
menino
se
animou
e
disse:
"Esse
é
o
cachorrinho
que
eu
quero
comprar!"
O
dono
da
loja
respondeu:
"Não,
ele,
eu
lhe
dou
de
presente."
O
menino
ficou
transtornado
e,
olhando
bem
na
cara
do
dono
da
loja,
com
o
seu
dedo
apontado,
disse:
"Eu
não
quero
que
você
o
dê
para
mim.
Aquele
cachorrinho
vale
tanto
quanto
qualquer
um
dos
outros
e
eu
vou
pagar
tudo.
Na
verdade,
eu
lhe
dou
2,37
dólares
agora
e
50
centavos
por
mês,
até
completar
o
preço
total.”
O
dono
da
loja
contestou:
"Você
não
pode
querer
realmente
comprar
este
cachorrinho.
Ele
nunca
vai
poder
correr,
pular
e
brincar
com
você
e
com
os
outros
cachorrinhos."
Aí,
o
menino
abaixou
e
puxou
a
perna
esquerda
da
calça
para
cima,
mostrando
a
sua
perna
com
um
aparelho
para
andar.
Olhou
bem
para
o
dono
da
loja
e
respondeu:
"Bom,
eu
também
não
corro
muito
bem
e
o
cachorrinho
vai
precisar
de
alguém
que
entenda
isso.”
Muitas
vezes,
desprezamos
as
pessoas
com
as
quais
convivemos
diariamente,
simplesmente
por
causa
dos
seus
"defeitos",
quando
na
verdade,
somos
tão
iguais
ou
piores
do
que
alguém
que
as
compreendam
e
as
amem
não
pelo
que
elas
podem
fazer,
mas
pelo
que
são.
É
difícil,
mas
não
impossível.
Que
Jesus,
que
nos
amou
incondicionalmente,
derrame
sobre
nós,
hoje
e
sempre,
o
verdadeiro
sentido
da
palavra
Amor.
Enviado
pelos
nossos
amigos
INTERNAUTAS. |
|
|
|
|
|
Resolução
de
3-5-2000
Homologando,
com
fundamento
no
artigo
9º
e
seus
parágrafos,
da
Lei
10.403,
de
6
de
julho
de
1971,
a
Deliberação
CEE
nº5/2000,
aprovada
em
sessão
plenária
do
Conselho
Estadual
de
Educação,
realizada
em
29-3-2000,
que
fixa
normas
para
a
educação
de
alunos
que
apresentam
necessidades
educacionais
especiais
na
educação
básica
do
sistema
estadual
de
ensino.(Proc.
706/0000/2000).
DELIBERAÇÃO
CEE
N.º
05/00
Fixa
normas
para
a
educação
de
alunos
que
apresentam
necessidades
educacionais
especiais
na
educação
básica
do
sistema
estadual
de
ensino.
O
Conselho
Estadual
de
Educação,
no
uso
de
suas
atribuições,
com
fundamento
na
Lei
9.394/96,
Art.
58
§
1º,
2º;
Art.
59,
incisos
I,
II,
III,
IV,
V,
Art.
60,
Parágrafo
único,
Art.
2º,
inciso
XXIII
da
Lei
Estadual
nº
10.403/71
e
na
Indicação
CEE
nº12/99.
Delibera
Art.
1º
-
As
atividades
e
procedimentos
relativos
à
Educação
Especial
no
sistema
de
ensino
do
Estado
de
São
Paulo
obedecerão
as
presentes
normas.
Parágrafo
único
-
a
Educação
Especial
é
modalidade
oferecida
para
educandos
que
apresentam
necessidades
educacionais
especiais,
caracterizados
por
serem
pessoas
que
apresentam
significativas
diferenças
físicas,
sensoriais
ou
intelectuais
decorrentes
de
fatores
inatos
ou
adquiridos,
de
caráter
temporário
ou
permanente
e
que,
em
interação
dinâmica
com
fatores
sócio
ambientais,
resultam
em
necessidades
muito
diferenciadas
da
maioria
das
pessoas.
Art.
2°
-
a
educação
especial
desde
a
Educação
Infantil
até
o
Ensino
Médio
deve
assegurar
ao
educando
a
formação
básica
indispensável
e
fornecer-lhe
os
meios
de
desenvolver
atividades
produtivas,
de
progredir
no
trabalho
e
em
estudos
posteriores,
satisfazendo
as
condições
requeridas
por
suas
características
e
baseando-se
no
respeito
às
diferenças
individuais
e
na
igualdade
de
direitos
entre
todas
as
pessoas.
Art.
3°
-
a
educação
especial
deve
se
iniciar
o
mais
cedo
possível
e
ser
garantida
em
estreita
relação
com
a
família.
Art.
4°
-
o
atendimento
educacional
aos
alunos
com
necessidades
educacionais
especiais
deve
ser
feito
nas
classes
comuns
das
escolas
em
todos
os
níveis
de
ensino.
§
1º.
-
Os
currículos
das
classes
do
ensino
comum
devem
considerar
conteúdos
que
tenham
caráter
básico,
com
significado
prático
e
instrumental,
metodologias
de
ensino
e
recursos
didáticos
diferenciados
e
processos
de
avaliação
que
sejam
adequados
à
promoção
do
desenvolvimento
e
aprendizagem
dos
alunos
com
necessidades
educacionais
especiais.
§
2º
-
Os
alunos
com
necessidades
educacionais
especiais
devem
ser
distribuídos
pelas
classes
de
uma
série
de
forma
equilibrada,
de
modo
a
tirar
vantagens
das
diferenças
e
ampliar
positivamente
as
experiências
de
todos
os
alunos,
dentro
do
princípio
de
educar
na
diversidade.
§
3º
-
o
trabalho
pedagógico
com
alunos
com
necessidades
educacionais
especiais
nas
classes
comuns
deve
envolver
materiais
didáticos
auxiliares,
acompanhamento
e
reforço
contínuo
por
parte
do
professor
da
classe
e
trabalho
suplementar
com
professor
especialista,
quando
for
o
caso.
§
4º
-
Os
educandos
com
necessidades
educacionais
especiais
deverão
contar
com
mobiliário
adequado
nas
salas
do
ensino
comum.
§
5º
-
Caso
uma
determinada
escola
pública
ainda
não
apresente
prédio
adequado
para
atender
os
alunos
com
problemas
de
locomoção,
estes
deverão
ser
encaminhados
para
uma
escola
mais
próxima,
beneficiados
com
transporte,
quando
for
o
caso.
Art.
5°
-
Aos
alunos
que
apresentem
altas
habilidades
devem
ser
oferecidas
atividades
que
favoreçam
aprofundamento
e
enriquecimento
de
aspectos
curriculares
de
forma
a
desenvolver
suas
potencialidades
criativas... |
|
|
 |
|
Através
de nossa página na Internet, temos realizado contatos
muito interessantes.
Pessoas de diferentes parte do país nos enviam
e mails para oferecer ajuda, pedir orientações,
encaminhar protestos ou palavras de apoio.
Recebemos
um
e
mail
muito
interessante
da
Fátima
mãe
do
Yuri,
que
nos
enviou
também
desenhos
feitos
por
ele
no
computador:
|
|
“Queridos
amigos,
Fiquei
muito
feliz,
ao
descobrir
o
site
de
vocês.
Tenho
um
filho
de
13
anos
portador
de
P.C.,
e
venho
tendo
inúmeras
dificuldades
desde
seu
nascimento,
para
integrá-lo
à
sociedade.
Em
minha
cidade,
não
há
nenhum
projeto
desse
tipo.
A
escola
que
freqüenta
é
muito
fraca
e
observo
que
ele
tem
um
potencial
muito
grande
e
tem
de
ser
aproveitado
o
mais
rápido
possível.
Sempre
tive
vontade
de
estar
num
projeto
assim
e
só
com
ajuda
de
vocês
poderei
realizá-lo.
São
pessoas
como
vocês
que
amam
verdadeiramente
essas
crianças
ESPECIAIS,
primeiramente
para
Deus
e
depois
para
nós
as
mães.
Gostaria
de
poder
ajudar
outras
crianças
,
bem
como
mães
que
como
eu
sofrem
muito
ao
verem
seus
filhos
discriminados,
até
mesmo
por
parte
dos
familiares,
"amigos",
que
procuram
manter-se
"afastados"
o
máximo
possível,
pois
isso
demonstra,
que
é
muito
fácil,
ficar
de
longe,
pois
não
tem
nada
a
ver
com
isso.
Meu
filho
é
único
e
muito
sozinho,
cuido
dele
com
muita
dificuldade
mas
sei
que
Deus
me
dá
forças,
para
caminhar,
e
tenho
certeza
que
com
ajuda
de
vocês,
vamos
CAMINHAR
todos
juntos.
Aguardo
resposta...
“

|
I
ENCONTRO
DE
PROFISSIONAIS
MUNICIPAIS
DA
EDUCAÇÃO
"A
INCLUSÃO
DA
PESSOA
PORTADORA
DE
PARALISIA
CEREBRAL" |
|
Em
junho
deste
ano,
recebemos
a
visita
do
Prefeito
de
Franca,
acompanhado
de
seu
Secretário
da
Cidadania
Valdir
Luiz
Barbosa,
e
apresentamos
a
eles
a
necessidade
da
implantação
de
um
projeto
que
visasse
a
inclusão
da
pessoa
portadora
de
paralisia
cerebral
nas
escolas
regulares.
Fomos
encaminhados
para
uma
reunião
com
a
Secretária
de
Educação,
Mariana
Coelho
Rosa,
a
qual
se
mostrou
muito
solidária
à
causa,
e
após
firmarmos
um
convênio,
entre
a
nossa
entidade
e
a
Prefeitura,
pudemos
dar
início
às
nossas
atividades.
Nos
dias
24
e
25
de
agosto
de
2000,
a
equipe
da
CAMINHAR
realizou
o
I
Encontro
de
Profissionais
Municipais
da
Educação
“A
Inclusão
da
Pessoa
Portadora
de
Paralisia
Cerebral”.
Este
Encontro
procurou
conscientizar
os
Profissionais
da
Educação
da
Rede
Municipal
de
Ensino,
da
necessidade,
das
possibilidades
e
do
direito
do
portador
de
paralisia
cerebral
de
ser
incluído
nas
Escolas
Regulares
de
Franca.
Aproveitamos
esse
momento
para
apresentar
o
“Projeto
Inclusão”,
e
complementá-lo
com
a
participação
de
todos.
Contamos
com
a
presença
de
diretores,
coordenadores
pedagógicos,
orientadores,
professores,
assistentes
sociais,
psicólogos,
profissionais
do
centro
de
apoio
e
demais
funcionários
da
Secretaria
de
Educação.
Como
foi
apresentado,
o
primeiro
passo
será
realizar
a
preparação
e
o
treinamento
dos
profissionais
da
educação,
para
a
efetiva
inclusão
do
portador
de
paralisia
cerebral
nas
salas
de
aula.
Junto
a
isso,
será
oferecido
um
atendimento
psicopedagógico
para
o
portador
de
paralisia
cerebral
e
apoio
psicológico
aos
seus
familiares,
pois
é
de
vital
importância
a
participação
e
o
empenho
das
famílias
neste
processo.
Após
a
inclusão,
que
só
ocorrerá
depois
de
terminada
esta
fase,
a
escola
contará
com
o
apoio
de
toda
a
nossa
equipe,
que
continuará
acompanhando
todos
os
participantes
desse
processo.
Ficamos
extremamente
otimistas,
pois
tivemos
a
oportunidade,
através
deste
evento,
de
conhecer
profissionais
maduros,
conscientes
e
dispostos
a
participar
da
concretização
deste
projeto.
Estamos
cientes
da
excelente
qualidade
de
ensino
realizado
pelas
escolas
municipais
de
Franca,
e
justamente
por
isso,
consideramos
ser
esse
o
momento
ideal
para
Franca
dar
esse
passo,
que
já
vem
sendo
dado
em
várias
regiões
do
Brasil
e
do
Estado
de
São
Paulo.
"Queremos
ter
certezas
e
não
dúvidas
-
resultados
e
não
experiências
-
,
sem
nem
percebemos
que
as
certezas
só
podem
surgir
através
das
dúvidas,
e
os
resultados
somente
através
das experiências."
Carl
Jung |
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