Inclusão,
é
cedo
ainda?
Inclusão
é
um
processo
pelo
qual
diferentes
indivíduos
passam
a
conviver
e
dividir
um
mesmo
espaço
social.
Ela
é
sempre
dificultada
por
motivos
diversos,
tais
como,
o
preconceito,
a
dificuldade
de
aceitação
de
mudanças,
as
resistências,
etc.
E
como
descobrir
o
momento
certo
de
acabar
com
essas
barreiras?
Num
determinado
lugar,
algumas
décadas
passadas,
crianças
com
“problemas”
tinham
uma
escola
diferenciada,
onde
seu
conteúdo
era
mais
fraco,
sua
estrutura
deficitária,
mas
acreditava-se
ser
o
suficiente,
acreditava-se
que
em
função
dos
seus
“problemas”,
seu
o
potencial
era
limitado
e
portanto
não
havia
necessidade
de
melhorar
o
que
lhes
era
ofertado.
Não
lhes
era
permitido
freqüentar
a
escola
com
as
outras
crianças,
isso
sequer
era
considerado
como
uma
possibilidade
real
de
proveito
mútuo,
pois
por
um
lado
tinham
as
crianças
“normais”
sendo
prejudicadas
com
a
convivência
com
as
crianças
com
“problemas”
e
por
outro
elas
próprias
deveriam
ser
poupadas
do
sofrimento
de
conviver
com
o
fracasso
e
com
o
preconceito.
Alguns
grupos
tendo
uma
visão
diferenciada
desse
processo,
passaram
a
reivindicar
mudanças
e
a
lutar
por
elas.
Exigiam
o
direito
de
igualar
as
oportunidades
para
grupos
minoritários,
oportunizar
o
direito
que
todos
tem
de
tentar
mesmo
que
isso
cause
sofrimento,
pois
só
assim
o
indivíduo
pode
aprender
e
crescer
e
enfim,
reivindicar
outro
direito
o
de
viver
e
ser
reconhecido
como
cidadão.
A
resistência
como
não
podia
deixar
de
ser,
foi
muito
grande.
Escolas
que
abriam
suas
portas
para
essas
mudanças
foram
discriminadas
pelas
demais,
professores
que
levantavam
essa
bandeira
tornavam-se
pessoas
mal
vistas
pelos
próprios
colegas,
e
por
fim,
os
próprios
pais
dessas
crianças
com
“problemas”,
temendo
prejudicar
os
seus
filhos,
recusam-se
em
mudá-los
de
escola.
Quebrar
toda
essa
resistência
foi
um
trabalho
difícil
que
ainda
não
acabou,
porém,
já
podemos
ver
o
resultado
dessas
mudanças
quando
encontramos
essas
crianças,
hoje,
adultos
produtivos:
políticos,
médicos,
professores,
etc.
Isso
aconteceu
realmente,
faz
parte
da
história
dos
Estados
Unidos
e
também
da
nossa,
só
que,
como
sempre,
de
forma
menos
explícita.
Sendo
assim
porque
deveríamos
acreditar
que
com
essas
pessoas
portadoras
de
necessidades
especiais
deveria
ser
diferente?
Ah!
Ia
me
esquecendo
de
explicar
que
o
único
“problema”
dessas
crianças
é
que
elas
eram
negras...
Ana
Estela
Fernandes
Checchia
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